sábado, 30 de março de 2013

Walter Benjamin: leitura constante


Quisera eu ter a habilidade de Walter Benjamin para dizer algo além do ordinário; algo além do pensamento chão que permeia nossos dias. Há que se convir, no entanto, que mesmo o alerta de Benjamin (sobre a incapacidade de se fazer grandes narrativas) vincula-se a outro momento histórico. O que dizer de hoje? Vivemos a era do estilhaço e das micro e macro violências. Sintoma de uma expressão alheia, dura e entrecortada, vamos soltando argumentos em forma de fragmentos - de feitio similar a este "post", por sinal. Quem sabe, ao menos esta mensagem suscite qualquer discussão sobre o discurso em si e, de quebra, leve as pessoas ao desejo de escrita e maior comunicabilidade. Mas, atenção, façamos isso com alguma urgência, sem mediações meramente cibernéticas: na falta de deuses do Olimpo; da onipotência judaico-cristã; das suras transcritas no século VII por Maomé, há os atualíssimos "drones". Nunca os vemos, mas a exemplo do pai celestial - que não escolhi - "eles" tudo e a todos veem e pouco se importam com as raras liberdades - civis ou não - de que julgamos dispor. Ora pro nobis. Amém.