domingo, 28 de abril de 2013

Estado de Greve

A cada vez que há um manifesto legítimo dos professores (em São Paulo), espanto-me com a falta de união dos próprios colegas de profissão e, em especial, o notório alheamento dos demais e apressados cidadãos, incluindo determinados estudantes que não percebem como fazem parte do problema - e de vários modos. Se considerarmos que: 1. o ensino formal em nosso país não vai bem; 2. os resultados obtidos nas provas do PISA, a cada ano, reforçam a péssima qualidade de leitura, interpretação e solução de problemas básicos por parte de nosso aluno; 3. falta-nos discernimento para comparar e melhor apreciar as coisas em geral (arte, cultura, ciência e mesmo a tecnologia envolvida no mundo ciber das telas), qual a razão do desprestígio e da desqualificação das lutas por parte dos educadores? Será egoísmo dos demais ou falta de noção, mesmo? Enquanto a greve dos professores durar, participarei dos fóruns de discussão, dos movimentos em si e, claro, portarei a fita vermelha como forma de manifestar o mínimo de solidariedade para com os meus pares. Trata-se de uma questão de classe e de coerência consigo mesmo, no mínimo. Evidentemente, há aqueles que se julgam ímpares, em qualquer situação. Além disso, contra a arrogância, não há mobilização possível, já que se afirma com rigoroso desdém que o mundo é dos espertos. Mas é claro.