domingo, 14 de julho de 2013

Das formas de vigilância

Eis que o que vinha sendo anunciado em títulos das estantes de T.I., agora se confirma por intermédio de diversas fontes (pessoas em entrevistas; notícias e editoriais em jornais; autores de mais livros). As contas "gratuitas" de e-mail; os chats; a nuvem....ah, a nuvem... os aplicativos miraculosos: essas e outras ferramentas que fomentam a criação, a cópia e o compartilhamento de uns com os outros, têm como destino certo os gigantescos bancos de dados das milionárias empresas. O que farão os defensores do mundo em que vivemos? Dirão: "isso é inevitável". Afirmarão: "isso é preferível à insegurança generalizada". Observarão, com muita pose, ralo vocabulário e pseudo-argumentos: "o mundo é assim; fazer o quê?; seja mais pragmático". Oh, sim. Depois, eu é que sou idealista; que vivo nas nuvens (metaforicamente falando, é claro); que perco tempo com filosofias em verso e prosa. Pois bem: mas este próprio texto será propriedade de quem, mesmo? Parei.