segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Um árcade

Qual um pastor em plena selva de granito e piche a ler coisas árcades, volveu-me este dia melancólico. Se por esse ou outros motivos, ou de tanto ler os versos líricos de um Tomás Antônio Gonzaga (1744 - 1810) - Ouvidor do Reino, vindo de Portugal para as Minas Gerais, no século XVIII - só sei que me concederam as musas (as memórias ou o tédio, simplesmente); ou adveio o desejo de ouvir os ingleses do Echo and the Bunnymen, em especial The killing moon: "Fate, up against your will (...) He will wait until you give yourself to him". Ah, montar imagens, Marília, em cores, pista de dança, perfume e dezembro enebriado de cervejas e possibilidades. Montemos a noite de nostalgias com esta quadra de Gonzaga: "Não sei, Marília, que tenho,/Depois que vi o teu rosto; Pois quanto não é Marília,/Já não posso ver com gosto." Como dizê-lo e mais?