sábado, 12 de outubro de 2013

O paradeiro de Célia

Certa feita - foi há muitos anos - conheci Célia na pista de um bar dançante. Como pretexto para uma prosa, sob o volume alto, levei-lhe uma lata de cerveja. Conversamos durante alguns minutos. Fiquei com seu telefone e nunca mais a vi. Não soube sua idade ou signo; não tive acesso ao que pensava e sentia sobre as coisas; não soube qual marca preferia beber; nem que tipos de gentes e coisas julgava melhor consumir. Ocorreu-me imaginar que nesta selva ciber, eventualmente poderíamos retomar a conversa de antes, e arrumar - de quebra - uma nova amiga.