quarta-feira, 3 de junho de 2015

Do título

Antes que este livro avance, uma explicação a respeito do nome que lhe pus: Croniquetas. Sim, assim, mesmo, a sugerir que se trata de nova aventura com emprego do gênero flexível e historicamente instável, que é a crônica, acrescida do sufixo que diminui. "Eis uma boa estratégia", poderíeis apontar. Sim, sim. Teríeis razão. Croniquetas soa pequeno, rasteiro, chão. Em suma, humilde, como se título emprestasse aos textos que o preenchem a incapacidade do pretenso autor de tecer conceitos melhores, elaborar narrativas mais longas, dissertar com argumentos menos inconsistentes. Vá lá. Fiquemos com esta palavra só. Cro-ni-que-ta. Ora, pois, assentou bem, assim me parece. Se, incerto dia, virar livro, tornar-se coletânea, conjunto, antologia, compilação, reunião ou coisa que se assemelhe, teremos editor, revisor e eu a oportunidade de fazer balouçar as palavras sobre a capa, a lombada e o colofón. Afora o todo, o resto será história nula, historieta.