sábado, 21 de novembro de 2015

"Eu era um lobisomem...

...juvenil", proclamava Renato Russo nas Quatro Estações, -- álbum cujas letras memorizei logo que saiu o disco. Voltei da casa de minha filha há instantes. Seguindo nosso mais novo plano mirabolante de sábado, almoçamos, encontramos alguns bons jogos de tabuleiro e passamos a tarde toda e o início da noite às voltas com estratégias para conquistar ou reaver territórios, movendo peças e rolando dados sob os olhos atentos do felino Ozzy. Na caminhada para cá, cantarolei a  música da Legião Urbana com vontade, o que me fez evocar as melhores lembranças da viagem mais feliz que fizera até então (era 1990: 17 anos). Relembrar determinados acontecimentos daquela jornada (especialmente as nova amizades e cantorias no ônibus, indo e voltando de Minas Gerais) levaram-me a pensar em outros percursos: a primeira vez que fui a Vitória, em julho 2004, para ver Maria; a viagem para Portugal, para ouvir o sotaque lusitano in loco e... por que não?, a mudança para este endereço, entre a Consolação e a Amaral Gurgel, de onde avisto a praça, a igreja e o elevado. Em abril de 2016 completam-se três anos desta nova morada e certamente continuarei a mirar as pessoas e coisas, da Sé à Marechal Deodoro, como se fossem novidades. Talvez eu persista em ver tudo como novo, feito bicho do mato, como forma de empregar os recursos secretos da infância.