terça-feira, 10 de novembro de 2015

Lusitânia

Da próxima vez que for a Portugal, percorrerei distâncias ainda maiores a pé. Tomarei bonde e conhecerei melhor as linhas do metro e dos comboios. Subirei outras escadarias e puxarei conversa com mais gente. Estenderei a mão à estátua de Camões, conhecerei a casa de Fernando Pessoa, voltarei a visitar a casa de Saramago, devorarei mais pastéis de nata acompanhados de um bom café. Olharei para o céu, fazendo de conta que ele muda de acordo com o país. Chegarei mais perto dos rios e aos topos das montanhas. Repetirei para mim mesmo alguma prosa de Eça e versajarei algo dos poetas lusitanos sem fazer alarde. Pousarei as mãos nos muros das igrejas, universidades e castelos. Depois dos passeios, pedirei água Luso (aquela da garrafa de vidro), almoçarei panada e observarei com atenção o mobiliário e os acessórios do restaurante. A televisão servirá para descansar à noite, enquanto saborear a fala dos jornalistas e locutores da terra de lá.