terça-feira, 5 de janeiro de 2016

A box from England

O ano de 2015 foi marcado pelo reencontro formal com Dame Agatha Christie (1890-1976) -- uma de minhas (re)leituras prediletas, desde a adolescência. No semestre passado ministrei pela primeira vez a disciplina O Romance Policial de Agatha Christie, o que despertou a curiosidade de mais de cem alunos, frente à oferta de apenas vinte e cinco vagas. Muito oportunamente, desde o ano passado a Editora Nova Fronteira reedita os livros da Rainha do Mistério, numa bela coleção em capa dura, que acompanho de perto. À medida que os exemplares chegam, substituo os antigos volumes e tresleio os romances protagonizados pelos geniais Hercule Poirot e Miss Marple. Hoje, revendo sucintas e pueris impressões sobre seus romances que escrevi a partir dos 14, 15 anos, decidi acondicionar as notas em uma caixa. Como tinha de passar pelo mercado, aproveitei para procurar por um recipiente à altura da nobre tarefa. Voltei da rua com iogurte, pão, Nutella, Paçoquinhas-rolha e uma caixa de 20 X 20 cm, que reproduz a bandeira da Inglaterra. Nada seria mais adequado para homenagear personagens cativantes e enredos envolventes, em obras permeadas pela síntese mordaz das figuras criadas pela notável romancista inglesa. Eh, bien.