terça-feira, 13 de setembro de 2016

De volta à ativa

Após as férias usufruidas em julho e o afastamento por motivo de saúde até a semana passada, eis-me de volta à Universidade. E quem diz "Universidade", também diz "Unidade", "Departamento", "Colegas" e "Alunos", café em companhia dos amigos possíveis -- dentro do universo acadêmico. É a primeira vez que retorno às atividades profissionais, após um período forçado (e sentido) de ausência. Vá lá, deve ser a vantagem de ter quarenta e poucos anos. Nesse intervalo, estive apenas uma vez no Campus. Era domingo: vim retirar um livro indispensável para a escrita de um texto sobre os jesuítas. Os dias de expectativa por exames e procedimentos levam a gente a repensar tudo. obviedade a que me dou o direito de mencionar. Isso significa que sempre podemos aprimorar nossas capacidades de (in)tolerância, rever ou consolidar convicções. Mas, por falar na Companhia de Jesus, muitas descobertas foram feitas no que li -- o que permite relativizar os múltiplos papéis dos irmãos da Ordem, por mais de dois séculos, nos Estados do Brasil e do Grão-Pará. Até os embates com a Coroa, eles foram soberanos (espiritual e temporalmente) nesses territórios. Não é coisa de somenos: ainda hoje, assistimos a lutas bem menos refinadas em torno do poder, sob o patrocínio da iniciativa privada, com direito à bala, fundamentalismo e a chaga do latifúndio.  Pensando bem, será ótimo ir ao Rio, no domingo. Uma semana à mais para uma universidade de menos: fórmula orginal e oportuna, a ponderar no café da Rua do Ouvidor.