terça-feira, 11 de outubro de 2016

Das Coleções

Nunca fui muito bom em colecionar coisas. Selos, carros em miniatura, CDS promocionais etc. Mas eis que, nos últimos anos, consegui completar algumas delas. Na sexta-feira passada, adquiri o último número de uma série de "grandes nomes da literatura". Por isso, semanas antes havia me programado para declarar a todos (e especialmente para mim mesmo) que não me envolverei mais em desventuras do tipo. Especialmente no caso dos livros, a tendência é acumular títulos dobrados. Quando a edição antiga está anotada, o questionamento é ainda maior. Talvez só o fetiche explique a falsa necessidade de contar com duas (ou mais) obras idênticas de um autor que sequer pretendemos estudar. Exercendo uma severa autocrítica, "colecionismo" pode bem ser uma palavra enfeitada que utilizamos em lugar de "consumismo", puro e simples. Dizem que tomar consciência é percorrer metade do caminho que nos leva à mudança. Porventura os outros cinquenta por cento sejam fruto da convicção ou temperamento da idade. A ver. De todo modo, o auto-manifesto está proclamado: coleções, não mais.